sábado, 9 de abril de 2011

26º Capítulo – “Sim, estamos juntos.”

Palavra – Acordar


(V. David)
Estávamos vendo o filme que estava passando na TV, era uma história muito interessante embora me perdesse por momentos a olhar a mais bela rainha do meu coração, a Ná. Apreciava cada traço do seu rosto esbelto, ‘tava vivendo um momento com ela, e esse momento me tornava feliz, e só o tinha visto agora. Era mesmo bobo. Era a garota dos meus olhos, do meu coração e eu não via isso, babaca mesmo.
Enquanto via o filme no sofá com ela bem juntinho de mim, percorria suavemente com os dedos o seu cabeço cada vez mais claro e encaracolado. Vi ela cansadona e a seus olhos quererem fechar. Juntei ela mais pertinho de mim e reduzi os meus movimentos a apenas pequenos toques, quase imperceptíveis, ela aí acabou mesmo por adormecer os meus braços.
Observava ela dormindo enquanto também via o resto do filme. Adorava olhar para ela, o meu mundo parava. Ela era tão querida, tinha uma mentalidade espectacular mas adorava as suas brincadeiras, o seu jeito de menina pequenina brincando, sorrindo.
Ela tinha 19 anos, e eu 23, eram 4 anos de diferença mas isso não me diz nada, ela é muito mais que isso, muito mais que uma rapariga de 19 anos procurando um amor infinito e uma boa carreira. Ela abdicou e caiu para ajudar os outros a levantarem-se, a viver e a sonhar mais alto. Estava feliz por ter ela do meu lado.

Acho que nem acabei de ver o filme, perdi-me no meio de tanto pensamento e acabei por adormecer junto dela.

***

(V. Ana)

Acordei daquele sonho que por vezes me fazia voar e flutuar, não era a primeira vez que acontecia, tanto acordada como a dormir. A última vez fora em casa da Andreia, quando vi David com um bebé ao colo, era tão estranho, faziam-me sentir tão bem.
Olhei para o meu lado e vi David abraçado a mim a dormir serenamente, como era bom sentir aquilo, acordar com ele a meu lado e sentir logo aquela protecção.
A televisão estava desligada e vi a bolsa da Rita no hall. Ela tinha chegado e tinha-me visto com ele, mais tarde ou mais cedo ela iria bombardear-me com perguntas.
Levantei-me de maneira a não acordar o David e fui á casa de banho. Quando dei por mim já sorria, estava feliz e isso bastava para um sorriso que me caracterizava aparecer.
Estava a passar pela sala para ir ao quarto da Tááh quando vi que David já estava acordado.

- Então amorzinho, já acordas-te?

- Sabe como é, sem você eu noto logo. – Sorri-lhe e ele retribuiu-me ao mesmo tempo que balançava os seus caracóis.

- Então anda me dar um beijinho anda. – Pedi ao fazer beicinho.

- Hey, não faça isso não que assim não resisto. – Vinha ao meu encontro.

- E quem disse que é? – Sorri e beijei-o. – Lindo, a Tááh está cá.

- Sério, já nos viu?

- Muito provavelmente, eu vou ver se ela vem lanchar. Acho que não demora muito até ela saber.

- Vai lá moleca, mas primeiro quero outro beijinho, não, um beijão.

Sorri e beijei-o mais uma vez, enquanto ele me segurava pela cintura.
Fui até ao quarto da Tááh e bati á porta. Quando entrei vi que o Rúben também lá estava, agora sim estávamos tramados com aqueles dois.

- Desculpem, ‘tava a interromper? Olá Rúben. – Sorri-lhe

- Não estás nada, não sejas parva. Mas precisavas de alguma coisa?

- Não amor, vim só saber se quereis vir lanchar…

- Claro que vamos, estou com uma fome de cão! – Ri-me, aquele Rúben era sempre o mesmo.

- Não sei porque ainda pergunto isto… Sinceramente, já pensas-te abrir uma daquelas tascas cheia de comida? Aposto que passavas lá a vida.

- Olha que não era má ideia, era “Tááh, traz aqui um bife” e lá vinha ela com um bife enorme cheio de batatas fritas. – Olhava para o tecto como se estivesse a imaginar e sorria.

- És mesmo parvo. – A Tááh deu-lhe uma chapada no braço e desmanchamo-nos todos a rir.

- Vá, apareçam que eu vou ver se ponho as coisas na mesa.

- Sim, já vamos.

Fui para a cozinha e estava lá o meu amor a coçar os caracóis. Dava-me um gozo quando ele fazia aquilo, aquele seu ar de menino e de quando não sabe o que fazer partia-me toda.

- Então lindo, que se passa?

- Não encontro nada po’ lanche.

- Não? Nem na dispensa? Heish, pois é, esqueci-me de ir fazer as compras. E ainda por cima com vocês os dois que só comem. – Ri-me com ar de gozo.

- ‘Tá cá o manz?

- Está sim. Bem, vamos ter que ir comer qualquer coisa a outro sitio. Que tal irmos a um café perto daqui?

- Por mim é numa boa gatinha. – Beijou-me. – Desde que esteja com você. – Voltou a beijar-me.

- Ohh que querido. Também estou feliz ao teu lado. – Desta vez fui eu que o beijei.

Fui vestir uma roupa mais decente para o caso de eles quererem ir a algum lado.


Depois de me preparar acabamos por ir a um café bem pertinho de casa, estava tudo na conversa quando o Rúben e a Tááh resolveram estagnar a olhar para nós.

- Mas olha, que foi? Porque estão a olhar assim para nós. – Eles nada disseram e olharam para o David.

- Hey, que foi?

- Mas vocês vão dizer de uma vez? – Disseram ao mesmo tempo.

- Dizer o que? – Disse o David.

- Sim, estamos juntos. – Sorri e beijei o David. Aquela rapariga não me enganava, já estava á espera que ela perguntasse, afinal, de certeza que já sabia.

- Estava a ver que não, dasse. – Disse ela.

- Mesmo, via-se ao longe que vocês gostavam um do outro.

- Pronto, pronto. Agora ninguém me descola dele. – Sorri.

- Nem eu quero ó garota.

- Só mel..

- Cala-te ó babaca. – Imitei o David e foi risota geral.

***

Já me tinha despedido do David assim como a Tááh do Rúben. Hoje ia ser uma noite longa, ela iria fazer montes de perguntas mas mesmo assim ela merecia ter resposta a todas elas. Afinal ela esteve sempre lá quando precisei e não precisei.
Quando viemos embora já era tarde, tínhamos ido jantar a um restaurante aqui perto e acabamos por dar uma volta a pé.
Para nos despedirmos deles parecíamos dois caracóis, ninguém conseguia sair de lá, uns mandavam bocas a outros mas todos faziam o mesmo, ainda por cima como tínhamos que ser discretos não dava para nos despedirmos direito.

Depois de uma longa conversa, estávamos a combinar ir às compras.

- Linda, amanhã vamos fazer umas comprinhas? Está tudo a zero.

- Realmente, esquecemo-nos de fazer compras.. A que horas vamos?

- Por mim pode ser logo de manhã. Quem acordar primeiro vai acordar a outra, ‘tá mii amoree?

- ‘Tá sim babe. Agora vou-me deitar que estou cansadinha.

- Áá pois, O Senhor Rúben cansa-te… - Ri-me.

- Parva! – Atirou-me a almofada.

- Vais negar, vais? Viste o tempo que me deixas-te sozinha?

- Sozinha… Huum …

- Estúpida, vai lá dormir. – Deitei a língua de fora. – Adoro-te.

- Eu também amor.

Ela foi-se deitar e eu ainda estive a ver um bocado de TV, estava a dar uma série que me agradava bastante, CSI Miami. Mas não consegui estar lá muito tempo, o sono estava a apoderar-se de mim de novo, e estes dias sono era algo que não me faltava, tinha até demais.
Fui me deitar e mandei uma mensagem ao David.

Mensagem:
Olá amorzão!
Já estou com saudades tuas :$
Acho que vou dormir que já estou cheia de sono de novo...
Beijão
Ná*

A resposta não tardou em chegar e ainda bem senão ainda adormecia.

Mensagem de David J:
Olá gatinha : D
Eu também já estou a morrer de saudadinhas!
Não ando a gostar muito de você estar sempre cheia de sono, tem que ver isso. :/
Também já me vou deitar.
Beijão maior p’ra você
David*

Mensagem:
Óó, ão te preocupes tontinho, isto não é nada de mal, é só mesmo sono…
Sim, fazes bem. Sonha comigo :$
Beijão
Amo-te <3

Mensagem de David J:
Claro que vou sonhar meu bem : D
Também te amo, muitão pequena!
Beijão do tamanho do mundo <3

Acabei por adormecer logo de seguida, os meus olhos já teimavam em não abrir e deixei-me levar. Amanhã ia acordar e se Deus quisesse, não iria ser um sonho.

Ana Sousa*
 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

25º Capítulo - "Na na naa"

Ola gente :)
Eu sei que este capitulo é muito [muito mesmo] pequenino e peço desculpa por isso, mas mesmo estando a entrar de férias vou continuar sem tempo, são trabalhos e trabalhos para fazer, os testes e mais trabalhos logo para a primeira semana de aulas, e todo o tempo é necessário. E como não sei quando irei poder postar de novo prefiro deixar este bocadinho do que vos fazer esperar ainda mais.
Já sabem, não deixem de fazer a vossa apreciação seja ela boa ou má. É muito importante, beijinhos
A'S


Palavra- Amar

«Um beijo que se foi intensificando bastante até os dois ficarmos sem ar. O desejo de nos entregar-mos começava já a consumir os dois e as mãos de Rúben já balançavam em torno do meu corpo quente. As minhas também não se contiveram e já percorriam os seus abdominais debaixo da camisola com um desejo descontrolável.
Sem mais demoras ele desfez-se do meu casaco e apertou-me os glúteos. Abafei um gemido junto do seu pescoço e apressei-me em tirar-lhe a camisola. Trinquei o lábio inferior e num ápice já me encontrava debaixo dele.
Num gesto delicado mas mesmo assim cheio de desejo desviou-me o cabelo e percorreu, com os seus lábios, o meu corpo do ombro até ao pescoço entre beijos, deixando um rasto de saliva húmida e quente por toda a minha pele.»
Aquelas sessões repetitivas e sincronizadas davam-me cada vez mais vontade de ser dele e ele sabia isso, mas não se contentava. Já sabia bem como me por completamente desorientada e, ao soltar-me um sorriso atrevido encaminhou-se até ao fundo da minha barriga fazendo-me gemer baixinho devido ao prazer que ele me provocava só de sentir a sua língua.
Era a minha vez de o provocar, empurrei-o para o outro lado da cama e pus-me em cima dele e, com ar maroto, fui lhe desapertando os botões das calças. Notava dele um certo descontrolo na respiração o que me fez sorrir, pois também estava. Quando desapertei o último dos seus botões ele não me deu tempo e ajudou-me a tirar-lhe as calças, estava preparado para me amarrar pelos glúteos quando lhe fujo.

- Não me faças isto. - Implorava olhando-me de cima a baixo.

Não disse nada, limitei-me a sorrir e levei as minhas mãos ao vestido puxando-o devagarinho para cima de uma forma sensual. Ele rapidamente se pôs de pé com um sorriso enorme mas eu com uma mão empurrei-o e ele voltou a cair na cama.

- Na na naa.. 

Acabei de tirar o vestido e apoiei um dos meus joelhos bem junto do seu órgão genital, ele mordeu o seu lábio inferior mas não se mexeu. Coloquei-me em cima dele e, imobilizando-lhe os braços [ou pelo menos tentando] comecei a roçar o meu corpo no seu. Ele estava visivelmente agradado e eu não tinha intenções de parar de o provocar ali, mas ele não se conteve e, deixando toda a força que á momentos atrás tentava fixar os braços dele á cama foi anulada pela sua que se notou muito maior.
Num acto repentino apertou-me bem contra si e beijou-me calorosamente como não ouve-se amanhã,virou-me e tal como o beijo que deu, tirou-me as únicas peças de roupa que tinha. Não esperei muito e fiz-lhe o mesmo.
Já estava a "entrar em parafuso", queria-o sentir dentro de mim, poder sentir tudo aquilo que ele me proporciona em cada momento destes, queria ser dele mais uma vez.
Pronunciei o seu nome baixo, por entre um gemido de desejo e prazer que já consumia o  meu corpo, ao ouvir chama-lo olhou-me e sem mais demoras deixou-se deslizar para dentro de mim. Os movimentos lentos predominavam mas mesmo assim eram calorosos e com imenso prazer, pouco a pouco aumentava a velocidade e o prazer também aumentava. A nossa respiração faltava e já se ouvia gemidos do prazer que estávamos a proporcionar um ao outro.
Ele levava-me à lua, ele fazia-me ver as estrelas, o universo inteiro. Cada momento com ele era preenchido por puro prazer mas além de tudo que transmitia todo o amor que sentíamos um pelo outro.
Os nossos corpos estavam humedecidos pelo suor que os nossos poros deixavam libertar, e a vontade de lhe dizer para não parar era cada vez maior, estávamos prestes a atingir o máximo de prazer e assim aconteceu, mas não estávamos satisfeitos, ama-lo era algo fundamental, algo que precisava, voltamos a demonstrar o quanto nos amávamos mais umas quantas vezes...

***

- Tens tudo amor? 



- Sim Rúben, podemos ir, a Ana deve estar fula... Deixei-a sozinha este tempo todo...


- Oh ela percebe. - Sorriu

Fomos para o carro e eu conduzi até casa com ele a meu lado. Quando estava a ligar a rádio voltei a reparar na pulseira que ele me dera e não hesitei em sorrir.

- De que estás a rir amor. - Perguntava-me o Rúben enquanto olhava para mim.

- Nada em concreto, estou feliz. E a pulseira é linda amor, adorei, Mesmo. - Voltei a sorrir mas desta vez beijei-o.


- Olha aí a estrada ó.


- 'Tá com medinho 'tá?


- Qual medinho qual quê, com mulheres ao volante é perigo constante. Não se deve confiar.


- Ai é? Então pode sair se faz favor. Não quero que o senhor se magoe. - Fiz cara de amuada e fingi estar a abrandar o carro.


- Hey, estava a brincar...

Não aguentei mais e comecei a rir feita perdida. Ele torceu o nariz e acabou por se rir comigo também.
imediatamente.

- Pelos vistos não está assim tão sozinha. - Disse-me baixinho e com um sorriso.

Eles estavam os dois deitados no sofá, bem juntinhos, a dormir profundamente com a televisão ligada. Será que se teriam entendido? Espero bem que sim, pelo menos parece. Mas também podia ser só o momento, mas não, tinha que ser, eles amam-se. Têm que se acertar.

- Cala-te e anda comigo.

Fui desligar a televisão com cuidado e levei o Rúben para o quarto. Troquei de roupa, uma vez que já tinha tomado banho com ele e que neste momento me encontrava com uma roupa que me ficava completamente larga, roupa do Rúben.

- Amo-te tonto.


- Eu também pequenina.

Ficamos ali a namorar durante algum tempo quando batem à porta.

- Entre. - Disse alto

Ana Sousa*

segunda-feira, 4 de abril de 2011

24º Capitulo - "É para nunca te esqueceres de nós"

Desculpem ter demorado tanto a postar, mas estas semanas foram um caos e nas férias da pascoa vai ser o mesmo. Espero que compreendam e que não desistam de ler a fic. Não se esqueçam que deixarem a vossa opinião é fundamental. Beijinhos
Ana Sousa*

Palavra: Desejo


(Visão de Ana)

O David, desde que o conhecera, mostrava-se ser realmente quem eu via nas entrevistas e nos jogos de futebol que sempre acompanhava com total prazer e orgulho. Era aquele amigo incondicional, sem restrições no amor que dava e que, sem duvida, recebia. Era aquela pessoa que se apegava a qualquer um sem nos aperceber-mos de como já é grande, que se tornava demasiado especial só da maneira de ele ser, era o amigo, amigo e agora namorado que eu tanto me orgulho e que me faz nutrir os sentimentos mais puros e verdadeiros, a amizade e o amor. Tornou-se uma das pessoas mais importantes para mim assim do nada, apareceu como um raio de luz intensa e enorme que atravessou o meu coração sem o mínimo sentimento de dor e que acabou por iluminar todo o meu corpo e, além disso, a minha alma.

O filme já passava á algum tempo e o cansaço tentava apoderar-se de mim. Estava deitada no sófa junto de David, com ele a envolver-me o corpo com a sua mão quente e grande que me trasmitia tanta segurança.
Ele estava concentrado na história do filme, na verdade não tinha visto o nome do filme mas tratava-se de um grupo de jovens que, nas férias, se aventuraram numa viagem de grupo pelas montanhas em que vários vão acabar por morrer devido a acidentes de percurso e um dos amigos dá a vida pela sobrevivencia de um bebé que no decorrer da viagem encontraram.

Estava a entrar num estado de "desnutrição" da realidade, a querer entrar num sono sereno e descasado e aquela radiação de calor forte e apetecível que o corpo de David me transmitia estava a impedir-me de lutar contra isso. Aquela sensação de calor deixava-me serena e aconchegada o que me fez desistir de lutar e deixar-me embalar num sono perfeito junto de David.

* O meu corpo viajou a uma velocidade alguma vez imaginada, traçando e contornado todos os pedaços de nuvens que se faziam atravessar na minha frente deixando assim um rasto leve e branco de fumo, de todo o mal que me consumia até ao último pedaço de pele que conseguira sentir.
Deixei cada poro do meu corpo libertar pequenas gotas que transportavam todo o amor e ódio, todos os sorrisos e lágrimas, toda a pureza e impureza que se enquadrava a cada momento por mim vivido e que se alastrava por todo o meu corpo.
Inspirei até não poder mais e o meu ser acelerou de tal forma por entre aquele vazio que já se fazia sentir as pequenas lágrimas do ar forte e descontrolado que batia sobre os meus olhos.
Senti-me como tivesse asas, como me podesse guiar sozinha por entre aquela imensidão desconhecida por muita gente. Sentia-me em casa.
As nuvens desapareceram assim como o vento. Deixei-me levar por algo que desconhecia a sua identidade e me entreguei por completo. Podia flutuar, e como sabia bem deixar-me embalar pelo nada, não sentir o peso do meu corpo nem de qualquer outro ser.
Fechei os olhos e desprendi-me do lenço branco de seda, que pernanecia da minha mão[...].*

(Visão de Rita)

Estava eu mergulhada nos meus pensamentos quando sou interrompida.

- Tááh estás a ouvir-me? - Chamava-me o Rúben. 

- Sim, desculpa. Olha, estava a pensar comprar um presente para a Ana, que dizes?

- Acho bem, aproveito e compro qualquer coisa para o mano. Eles merecem...

Continuamos a percorrer o Colombo á procura de alguma coisa para lhes oferecer, mas da forma mais discreta e normal possível para que não fossemos descobertos. Nenhum dos dois queria ser alvo de noticias das revistas, e muitas delas falsas. Ainda era cedo e ambos sabíamos que não era isso que nos ia fazer amar mais um ao outro, para não falar que estávamos bem e não precisava-mos disso agora.

- Rúben, encontrei! - Disse de forma baixa e com um sorriso.

- O que? A mala?

- A mala e os sapatos. É mesmo a cara dela. São lindos!


(Visão de Rúben)

Estávamos à procura de alguma coisa para oferecer aqueles tótós mas nem eu nem ela tinha-mos alguma coisa em mente. Depois de algumas voltas ela encontrou o que queria. Uns sapatos e uma mala, como ela disse era mesmo a cara da Ana.
Ela estava entretida a contempla-los quando eu vi algo que me chamou atenção. Tentei livrar-me dela por um bocadinho.

- Tááh, vais comprar isso?

- Vou, é mesmo isto.

- Olha, acho que vi ali uma coisa fixe para o David. Venho já está bem?

- Não queres ajuda?

- Não deixa, eu trato disso. 

- Ok lindo. Vai lá que eu vou entrar também. - Ela sorriu-me e entrou.

Olhei mais uma vez para a montra e entrei rapidamente. Era mesmo aquilo e tinha que me despachar.

- Boa Tarde. - Disse o senhor. - Precisa de alguma coisa?

- Boa tarde. Posso ver aquela pulseira na montra por favor? - O homem apercebeu-se de quem eu era e ficou espantado até que despertou.

- Claro, claro... Aqui tem.

- É mesmo isto, quanto é?

- 237€  por favor.

- Obrigado.

- De nada e, boa sorte com  a carreira.

- Obrigado. - Sorri e saí guardado a caixinha no bolso.


(Visão de Tááh)

Ele saiu da minha beira esquisito, mas não devia ser nada. Entrei e comprei os sapatos, a mala e uma camisola para o Rúben.




Quando saí da loja o Rúben já se encontrava junto da porta. E sem saca nenhuma.

- Então Rúben não compras-te?

- Ah.. Não, não tinha o tamanho dele. - Parecia atrapalhado.

- Huum, vamos ali á frente. Decertesa que encontramos qualquer coisa.

Demos umas voltas e ele acabou por comprar umas sapatilhas da adidas.



Depois de tanto tempo fomos para casa. Estavamos ambos com fome e ele decidiu encomendar pizza, enquanto esperavamos que chegassem eu fui por a mesa.
Quando tocaram á campainha ele foi todo apresado que até tropessou. Eu comecei-me a rir e ele também não exitou. Realmente, o que a fome lhe fazia...

Comemos por entre risos e carícias. Ele ajudou-me a arrumar os pratos e quando menos esperava pegou em mim ao colo e levou-me para o quarto.
Deitou-me na cama e os beijos aumentavam a sua intensidade progressivamente.

- Rúben, comprei-te uma coisa. Espero que gostes.. - Disse.

- Oh amor, não era preciso. Não quero andes a gastar dinheiro.

- Abre e cala-te! - Sorri e ele abriu.

- Claro que gosto! Então se for oferecido por ti ainda gosto mais. - Sorriu-me com aquele sorriso maravilhoso mas da mesma forma, nervoso.

- Que foi Rúben, não gostaste? Estás esquisito. - Perguntei a medo.

- Achas que eu não te comprei nada?

- Ah? Mas..

Ele abriu a sua mão totalmente e pude ver uma caixa em forma retangular e um pouco grande para ser um anel. O meu coração palpitou e ele falou.

- É para nunca te esqueceres de nós. Atrás dessa estrela tem dois R's. Rúben e Rita. - Sorriu.

- Aii Rúben, é tão linda. Nunca mas nunca me vou esquecer de ti! Eu amo-te! - Sorri e abracei-o com força. - Mas deve ter sido tão caro, ó Rubén.. - Torci o nariz.

- Xiiu... Amo-te!

- Eu também totinho..

Ele colocou-me a pulseira e beijou-me.
Um beijo que se foi intensificando bastante até os dois ficarmos sem ar. O desejo de nos entregar-mos começava já a consumir os dois e as mãos de Rúben já balançavam em torno do meu corpo quente. As minhas também não se contiveram e já percorriam os seus abdominais debaixo da camisola com um desejo descontrolavel.
Sem mais demoras ele desfez-se da minha camisola e apertou-me os gluteos. Abafei um gemido junto do seu pescoço e apressei-me em tirar-lhe a camisola. Trinquei o lábio inferior e num apice já me encontrava debaixo dele.
Num gesto delicado mas mesmo assim cheio de desejo desviou-me o cabelo e percorreu, com os seus lábios, o meu corpo do ombro até ao pescoço entre beijos, deixando um rasto de saliva humida e quente[...].

Deixem a vossa opinião. Beijos
Ana Sousa :)